Publicidade

Vale do Ribeira registra novos casos de Febre Oropouche: Cajati e Pariquera-Açu em Alerta

Três novos infectados elevam total de casos para cinco na região

Por: Fagner Vieira Fonte: G1 Santos
06/08/2024 às 16h40 Atualizada em 10/04/2025 às 13h58
Vale do Ribeira registra novos casos de Febre Oropouche: Cajati e Pariquera-Açu em Alerta
Foto: Divulgação / Vale do Ribeira registra novos casos de Febre Oropouche: Cajati e Pariquera-Açu em Alerta

O estado de São Paulo registrou três novos casos de febre do Oropouche no interior, elevando o total de infectados para cinco no Vale do Ribeira. Os novos casos foram confirmados nesta sexta-feira (2), sendo dois em Cajati e um em Pariquera-Açu. Todos os casos são autóctones, ou seja, os pacientes contraíram a doença na própria cidade, sem histórico recente de deslocamento. 

Leia também 
Batata-Doce gigante de 16 kg é colhida no Vale do Ribeira e impressiona moradores 

Continua após a publicidade

A febre do Oropouche é transmitida principalmente pelo mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Após picar uma pessoa ou animal infectado, o mosquito pode transmitir o vírus a outra pessoa saudável. 

Casos Confirmados e Tratamento 

Na última quinta-feira (1°), a Secretaria de Saúde já havia confirmado dois casos em Cajati, com pacientes apresentando sintomas semelhantes aos da dengue. Todos os pacientes foram atendidos em unidades de saúde locais e já estão recuperados. 

Os testes foram realizados em abril deste ano, e os casos incluem três mulheres e um homem, com idades entre 36 e 54 anos. Os diagnósticos foram confirmados por exames de RT-PCR realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, que descartaram outras doenças como zika, chikungunya e febre amarela. 

Continua após a publicidade

Medidas de Prevenção e Orientações 

Regiane de Paula, coordenadora de saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças, reforça que não existe vacina para a febre do Oropouche. A prevenção mais eficaz é o uso de repelentes, além de medidas para evitar a proliferação dos mosquitos vetores. 

"Recomenda-se que ao apresentar sinais e sintomas, como dor de cabeça, dores musculares, nas articulações, náusea e diarreia, o paciente procure uma Unidade Básica de Saúde para o tratamento adequado", explicou Regiane. 

Transmissão e Ciclos da Doença 

A febre do Oropouche tem dois ciclos de transmissão: o ciclo silvestre, envolvendo animais como bichos-preguiça e macacos, e o ciclo urbano, onde os humanos são os principais portadores do vírus. O mosquito Culicoides paraenses é o principal vetor em ambos os ciclos, mas o mosquito Culex quinquefasciatus também pode transmitir o vírus ocasionalmente em ambientes urbanos. 

Continua após a publicidade

A população do Vale do Ribeira deve estar atenta e adotar medidas preventivas para evitar a propagação da doença, especialmente durante períodos de maior atividade dos mosquitos vetores. 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários