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Laudo pericial aponta que ambiente contaminado pode ter contribuído para morte de casal em Cajati

Intoxicação por monóxido de carbono em posto de combustível pode ter sido a causa da morte dos empresários encontrados dentro de carro.

Por: Fagner Vieira Fonte: Por Fagner Vieira, Registro Diário
29/08/2024 às 15h50 Atualizada em 02/09/2024 às 10h09
Laudo pericial aponta que ambiente contaminado pode ter contribuído para morte de casal em Cajati
Laudo pericial aponta que ambiente contaminado pode ter contribuído para morte de casal em Cajati / Foto: Reprodução redes sociais

Um laudo pericial revela que o ambiente de um posto de combustível em Cajati, onde dois empresários foram encontrados mortos dentro de um carro, pode ter contribuído para a intoxicação por monóxido de carbono (CO) que causou a morte do casal. O incidente, que completou quatro meses nesta quarta-feira (28), ocorreu em 28 de abril, às margens da Rodovia Régis Bittencourt.  

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Renato Dias de Oliveira, de 33 anos, e Bianca Alves Francisco de Oliveira, de 28, foram localizados sem vida dentro do veículo. Acredita-se que o casal tenha parado no local para descansar durante a viagem de volta a São Carlos (SP), após uma visita à Argentina.  

De acordo com a Polícia Científica, a causa da morte foi asfixia por intoxicação com monóxido de carbono, com concentrações de carboxihemoglobina nos corpos superiores a 50%, um claro indicativo de exposição fatal ao gás.  

Um relatório adicional, elaborado pela equipe de perícia criminalística de Registro (SP), descartou a possibilidade de falhas mecânicas ou operacionais no veículo que pudessem ter provocado o vazamento de CO. O perito Arthur Delamano, responsável pelo exame, explicou que o monóxido de carbono é um gás incolor e inodoro, gerado pela combustão incompleta de combustíveis como a gasolina.  

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O especialista enfatizou que a toxicidade do CO depende da sua concentração no ambiente e do tempo de exposição, podendo levar à morte em casos de inalação prolongada. O gás, quando inalado, se liga à hemoglobina no sangue com uma afinidade muito maior que o oxigênio, reduzindo drasticamente a capacidade do corpo de transportar oxigênio para os tecidos e órgãos vitais.  

O laudo sugere que o posto de combustível, devido ao seu alto fluxo de veículos e à presença de gases tóxicos no ambiente, pode ter criado uma atmosfera contaminada. Esse ambiente, segundo a perícia, poderia ter permitido a infiltração de monóxido de carbono no interior do veículo através do sistema de ventilação, ar-condicionado ou pequenas aberturas.  

Conforme o delegado responsável, Tedi Wilson De Andrade, as investigações foram concluídas, determinando que a morte do casal foi acidental, causada pela exposição ao monóxido de carbono, sem evidências de crime envolvido. 

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