
São Paulo agora conta com um radar meteorológico de alta tecnologia, capaz de detectar eventos climáticos extremos em um raio de até 100 km. O equipamento foi instalado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e é fruto de uma parceria entre a universidade, a Agência Metropolitana de Campinas (AgemCamp) e a Defesa Civil do Estado, com um investimento total de R$ 4,4 milhões.
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A instalação do radar ocorreu esta semana no Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri). A previsão é que o equipamento comece a operar de forma experimental em dezembro, proporcionando alertas que ajudarão a Defesa Civil a prevenir situações de risco à vida.
O novo radar se junta a um sistema já existente, que inclui um equipamento de alta tecnologia instalado em Ilhabela, também apoiado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Este radar litorâneo é capaz de prever eventos meteorológicos em um raio de até 120 km.
“Nosso objetivo é utilizar a tecnologia para melhorar o desenvolvimento urbano e a fiscalização de áreas de risco, especialmente diante das mudanças climáticas”, destaca Marcelo Branco, secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação.
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O investimento no radar foi dividido entre R$ 3 milhões do Fundo de Desenvolvimento Metropolitano de Campinas (Fundocamp) e R$ 1,4 milhão da Unicamp. O equipamento integrará o futuro Centro Regional de Meteorologia da Região Metropolitana de Campinas (RMC), que está em fase de implementação.
“Este radar não só aprimora a precisão das previsões meteorológicas, mas também fortalece a capacidade de resposta a eventos extremos, garantindo mais segurança para a população”, afirma o coronel PM Henguel Ricardo Pereira, coordenador da Defesa Civil de São Paulo.
Com uma antena parabólica em uma redoma de 4 metros de diâmetro, o radar pesa cerca de 3 toneladas e foi instalado em uma torre de 10 metros. Ele utilizará tecnologia de dupla polarização, que oferece maior precisão nas estimativas de chuva e na classificação de fenômenos climáticos.
Além do radar, o Governo de São Paulo também implementa o Sistema de Monitoramento de Áreas Suscetíveis (SMAS), que permite identificar construções irregulares e outras alterações no uso do solo, ajudando na prevenção de desastres.
A cobertura inicial do SMAS abrange 12,5 mil km², incluindo o Litoral Norte, a Baixada Santista e a Grande São Paulo, com a adesão de 24 cidades até o momento. Essas iniciativas refletem o comprometimento do estado em melhorar a resposta a eventos meteorológicos e proteger as comunidades.