
Um incidente grave ocorreu no último domingo (2) no bairro Jardim Paulistano, em Registro, no interior de São Paulo. Um menino de quatro anos foi atropelado por um carro enquanto brincava de bola na rua, resultando em uma fratura na perna. O caso ganhou repercussão após a família da vítima denunciar que o motorista estava em alta velocidade e trafegava na contramão.
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Segundo relatos da tia da criança, o motorista parecia ter acelerado intencionalmente, uma acusação que ainda está sendo investigada pela Polícia Civil. O condutor foi encaminhado à delegacia, mas acabou liberado após prestar depoimento.
O atropelamento aconteceu na tarde do último domingo (2), enquanto o menino brincava com outras crianças na rua. De acordo com Ana Carolina Rodrigues, tia da vítima, o motorista do carro estava em alta velocidade e dirigia na contramão, o que contribuiu para o acidente.
“Parece que ele fez de propósito. Tem gente que acelera para assustar as crianças, e ele já tinha esse hábito”, afirmou Ana. As imagens do acidente, capturadas por outra criança que também brincava na rua, mostram o momento exato em que o carro atinge o menino.
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Após o atropelamento, os familiares que estavam presentes cercaram o veículo para impedir que o motorista fugisse do local. O menino foi imediatamente levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade e, posteriormente, encaminhado ao Hospital Regional de Registro (HRR), onde recebeu atendimento médico e teve a perna engessada.
A Polícia Militar foi acionada rapidamente após o incidente. O motorista foi encaminhado à delegacia de Registro juntamente com os pais da criança. No local, o condutor foi submetido ao teste do bafômetro, que deu resultado negativo para ingestão de álcool.
Apesar do resultado, a família do menino insistiu em registrar uma denúncia formal contra o motorista, alegando que ele demonstrou comportamento irresponsável e desrespeitoso. “Ele saiu debochando da delegacia como se nada tivesse acontecido. Poderia ter sido uma pessoa idosa ou qualquer outra vítima. Ele não demonstrou empatia nem reconheceu o erro”, desabafou Ana Carolina.
O caso foi registrado como lesão corporal culposa, ou seja, quando não há intenção de causar o dano. No entanto, a família acredita que o comportamento do motorista deve ser mais rigorosamente investigado, considerando o histórico de condutas perigosas na região.
“Não é porque as crianças estão na rua que podemos sair acelerando para assustá-las. Dessa vez foi uma fratura, mas poderia ter sido algo muito pior”, destacou Ana Carolina. A comunidade já havia feito diversas reclamações às autoridades locais, pedindo a instalação de lombadas e placas de sinalização para reduzir a velocidade dos veículos.
Os moradores também relataram que o próprio motorista envolvido no acidente já havia sido visto dirigindo de forma perigosa anteriormente. Além disso, foi informado que a sobrinha do condutor também costuma brincar na mesma rua, o que torna o comportamento ainda mais questionável.
Após ser levado à UPA, o menino foi transferido para o Hospital Regional de Registro (HRR), onde passou por exames que confirmaram a fratura na perna. O membro foi engessado, e o menino foi liberado para se recuperar em casa sob cuidados médicos e da família.
Apesar do susto e da dor, a criança está em bom estado de saúde e deve se recuperar completamente com o tempo. A família está oferecendo suporte emocional para ajudar o menino a superar o trauma causado pelo acidente.
A tia da vítima destacou a importância do acompanhamento psicológico não só para o menino, mas também para os familiares, que ficaram abalados com a situação. “Foi um susto enorme para todos nós. Estamos aliviados por não ter sido algo pior, mas o medo ainda fica”, disse Ana.