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Vizinho pulou muro e esperou vítima acordar para cometer crime em Registro, SP, diz delegado

O homem preso, de 22 anos, pulou muro e aguardou por uma hora antes de violentar e matar gerente bancária; caso chocou a cidade.

Por: Fagner Vieira Fonte: G1 Santos
27/02/2025 às 09h42 Atualizada em 11/03/2025 às 16h12
Vizinho pulou muro e esperou vítima acordar para cometer crime em Registro, SP, diz delegado
Vizinho pulou muro e esperou vítima acordar para cometer crime em Registro, SP, diz delegado / Foto: Reprodução

O vizinho preso por suspeita de assassinar a gerente bancária Aline Cristina Giamogeschi, de 31 anos, em Registro, no interior de São Paulo, pulou o muro da residência da vítima e esperou por aproximadamente uma hora até que ela acordasse para cometer o crime. A informação foi divulgada pelo delegado Seccional da cidade, Marcelo Freitas, que detalhou a investigação durante entrevista à imprensa. O suspeito, William, de 22 anos, confessou o crime após ser confrontado com as provas coletadas pela Polícia Civil.  

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O corpo de Aline foi encontrado nu no sábado (22) pelo irmão da vítima, que pulou o muro da casa após familiares e amigos não conseguirem contato com ela. O crime ocorreu no bairro Jardim São Paulo, e a Polícia Civil identificou indícios de estupro. William, que já era considerado o principal suspeito, foi preso na terça-feira (25) com base em imagens de câmeras de monitoramento. Ele confessou ter violentado e matado a vítima por asfixia. 

De acordo com o delegado Freitas, o suspeito pulou o muro dos fundos da casa por volta das 5h e aguardou até que Aline acordasse. "Quando a vítima abriu a janela, ele entrou no imóvel, a agrediu, a derrubou e a estrangulou", explicou o delegado. William, que é usuário de drogas e tem histórico de comportamento agressivo, nutria um interesse não correspondido pela vítima e acompanhava sua rotina.  

O corpo de Aline foi encontrado nu, com um vestido enrolado na cintura e uma roupa íntima na perna esquerda. O Boletim de Ocorrência (BO) registrou manchas no chão próximas ao corpo, sugerindo violência sexual. Apesar de a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) ter informado inicialmente que a vítima estava sobre a cama, o BO apontou que ela estava no chão, com a cama desalinhada e afastada da parede. Não foram encontrados sinais evidentes de luta corporal.  

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O local do crime foi preservado para perícia, que ainda não divulgou resultados conclusivos. A vítima não tinha problemas de saúde conhecidos, o que reforça a hipótese de homicídio. William foi encaminhado à Cadeia Pública de Registro e permanece à disposição da Justiça.  

Quem era Aline Cristina Giamogeschi?

Aline era conhecida por sua dedicação ao trabalho e sua personalidade carismática. Amiga próxima da vítima, a fisioterapeuta Tamara Lourenço, de 34 anos, destacou que Aline era "extremamente inteligente, educada, simpática e esforçada". Ela começou como estagiária em uma instituição bancária e, devido ao seu empenho, tornou-se gerente. Aline também era voluntária em um programa que oferece educação gratuita para pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica. 

O caso chocou a comunidade local e segue sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer todos os detalhes do crime. Familiares e amigos aguardam justiça e continuam a lamentar a perda de uma mulher que era admirada por todos ao seu redor. 

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