Cotidiano Saúde
Estudo revela que sete em cada dez tainhas pescadas no litoral de SP estão contaminadas
Pesquisa foi realizada pelo Instituto Federal do Paraná (IFPR) com ajuda de pescadores locais
11/04/2025 01h13 Atualizada há 1 ano
Por: Fagner Vieira Fonte: Fonte: Agência Bori
Estudo revela que sete em cada dez tainhas pescadas no litoral de SP estão contaminadas / Foto: Reprodução

Uma pesquisa revelou que sete em cada dez tainhas pescadas no Litoral de SP estão contaminadas por microplásticos. O estudo, realizado pelo Instituto Federal do Paraná (IFPR) com apoio de pescadores locais, analisou peixes do Complexo Estuarino Lagunar de Cananéia, uma importante área de conservação ambiental. Os resultados, publicados na revista Biodiversidade Brasileira, mostram que os plásticos ingeridos pelos peixes podem liberar substâncias tóxicas no organismo humano. 

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Os pesquisadores alertam que esses contaminantes estão associados a doenças cardiovasculares e danos neurológicos em pessoas que consomem peixes poluídos. O problema é agravado pelo descarte inadequado de resíduos plásticos, que se fragmentam em partículas microscópicas e são ingeridas pela fauna marinha. No Litoral de SP, onde a pesca é uma atividade econômica essencial, a descoberta preocupa tanto ambientalistas quanto comunidades que dependem dos recursos do mar. 

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O estudo analisou 57 tainhas entre 2016 e 2018, revelando que 95% delas continham microfibra de nylon, material comum em cordas de pesca. Além de prejudicar os ecossistemas marinhos, esses resíduos representam um risco invisível à saúde pública, já que podem conter pesticidas, corantes e outros compostos químicos perigosos. 

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Como o Plástico Contamina os Peixes no Litoral de SP? 

A pesquisa destacou que os plásticos descartados no Litoral de SP se degradam em micropartículas, que são facilmente confundidas com alimentos pelos peixes. As tainhas, espécie comum na região, ingerem esses fragmentos acidentalmente, acumulando toxinas em seu sistema digestivo. Quando consumidas por humanos, essas substâncias podem ser absorvidas pelo organismo, aumentando o risco de doenças crônicas. 

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Gislaine Filla, coautora do estudo, explicou à Revista Galileu que o nylon das redes de pesca é uma das principais fontes de contaminação. "O plástico não desaparece—ele apenas se quebra em pedaços menores, que permanecem no ambiente por décadas", afirmou. Além disso, produtos químicos aderidos a esses resíduos, como agrotóxicos e metais pesados, potencializam os danos à saúde. 

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Riscos à Saúde Humana: Por Que se Preocupar? 

Além dos danos ambientais, o consumo de peixes contaminados no Litoral de SP representa um perigo silencioso. Os microplásticos acumulam substâncias como: 

Bisfenol A (BPA) – Associado a distúrbios hormonais e câncer. 
Ftalatos – Ligados a problemas reprodutivos e hepáticos. 
Metais pesados – Como chumbo e mercúrio, que causam danos neurológicos. 

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Como esses poluentes não são eliminados no cozimento, mesmo peixes bem preparados podem ser prejudiciais. A longo prazo, a ingestão regular dessas toxinas pode levar a doenças graves, tornando essencial a adoção de políticas de monitoramento da qualidade dos pescados.