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Bebê de 19 dias tem piora no quadro clínico após receber remédio de alergia em hospital do Vale do Ribeira

Segundo a mãe da criança, médico não chegou a tocar no bebê. Essa é a segunda denúncia por negligência médica no Hospital Pronto socorro Dr. Manoel Perez Bazan em Juquiá

Por: Fagner Vieira Fonte: A Tribuna
06/05/2025 às 15h38 Atualizada em 09/05/2025 às 17h02
Bebê de 19 dias tem piora no quadro clínico após receber remédio de alergia em hospital do Vale do Ribeira
Bebê de 19 dias tem piora no quadro clínico após receber remédio de alergia em hospital do Vale do Ribeira / Foto: Fagner Vieira

Hospital Pronto Socorro Dr. Manoel Perez Bazan, localizado em Juquiá, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo, enfrenta mais uma acusação de negligência médica, desta vez envolvendo o atendimento prestado a um recém-nascido de apenas 19 dias de vida. O caso, ocorrido na sexta-feira (2). 

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Rayana Rosa dos Santos, 21 anos, mãe do pequeno Heitor Domingues, relata que procurou a unidade de saúde após o bebê apresentar dificuldades respiratórias graves. No entanto, segundo seu depoimento, o médico plantonista sequer examinou a criança adequadamente e prescreveu hidroxizina, medicamento comumente utilizado para tratar alergias e dermatites, sem relação aparente com o quadro clínico do recém-nascido. 

"Ele nem tocou no meu filho. Disse que não havia nada a ser feito e não passou mais nada. Saí de lá desesperada, com o coração na mão", desabafa Rayana. Horas depois, ao perceber a piora no estado de saúde de Heitor, ela decidiu levar o bebê ao Pronto-Socorro de Miracatu, onde ele foi colocado em observação e encaminhado para internação via Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS). 

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Transferência de emergência e suspeita de infecção pulmonar 

No sábado (3), por volta das 14h, o recém-nascido foi transferido para o Hospital Regional Dr. Leopoldo Bevilacqua, em Pariquera-Açu, onde segue internado com suspeita de infecção pulmonar e recebendo antibióticos. "Aqui ele está tendo todo o cuidado necessário. Já está melhor, sem necessidade de oxigênio", relata a mãe, que permanece ao lado do filho enquanto seu outro filho, de 2 anos, fica sob os cuidados de familiares. 

Histórico de problemas no hospital de Juquiá 

Rayana afirma que esta não é a primeira vez que enfrenta dificuldades no atendimento do Hospital Dr. Manoel Perez Bazan. Durante a gestação, em abril deste ano, ela sofreu com a demora no atendimento após a perda do tampão mucoso, o que resultou em complicações e a obrigou a buscar assistência em outra unidade de saúde no dia seguinte. 

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"Tenho trauma daquele hospital. Não é a primeira, nem a segunda vez que passo por isso. Se eu tivesse ficado em casa, poderia ter perdido meu filho", desabafa a jovem mãe, emocionada. 

Posicionamento 

Em nota, o Instituto de Gestão, Administração e Treinamento em Saúde (Igats), que realiza a gestão do Pronto-Socorro Dr. Manoel Perez Bazan, disse que o atendimento prestado à criança "foi realizado de forma adequada, com base nos protocolos assistenciais e normas técnicas estabelecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS)".

A entidade afirma que a equipe médica "seguiu os procedimentos compatíveis com o quadro apresentado, garantindo um atendimento seguro, responsável e dentro dos critérios clínicos definidos pelas diretrizes nacionais".

O IGATS ressalta que, por respeito à privacidade da paciente e ao sigilo médico, "não serão divulgados detalhes do caso". A entidade reafirma seu "compromisso com a transparência, com a ética e, sobretudo, com a prestação de um atendimento digno, técnico e responsável à população".

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