
Diana Francine dos Santos Rodrigueiro, de 22 anos, morreu após sofrer uma forte descarga elétrica em uma fazenda localizada em Cajati, cidade situada no Vale do Ribeira, interior de São Paulo. De acordo com informações apuradas, o acidente aconteceu enquanto a jovem realizava a colheita de açaí, atividade comum na região. A família da vítima denuncia as condições precárias de trabalho, afirmando que Diana havia sido desviada de sua função original e não utilizava equipamentos de proteção individual (EPI). A Polícia Civil já iniciou as investigações sobre o caso.
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A madrasta da vítima, Naiara da Silva Lima, que trabalha como tratorista na mesma fazenda, relatou que estava no local no momento do acidente. Segundo ela, Diana sofreu a descarga elétrica ao encostar uma ferramenta de alumínio, utilizada na colheita do açaí, em uma fiação elétrica exposta.
“A plantação fica muito próxima dos fios de energia. Não recebemos nenhum tipo de orientação sobre os riscos”, lamentou Naiara, destacando que o trabalho era realizado sem qualquer equipamento de proteção.
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De acordo com o relato, Diana foi levada ao pronto-socorro por funcionários da fazenda em um veículo particular, mas chegou sem vida à unidade de saúde na quarta-feira (7). “Fui no carro do patrão tentando reanimá-la, fazendo massagem cardíaca e respiração boca a boca, mas só depois descobri que ela já havia falecido”, contou Naiara, emocionada.
A Prefeitura de Cajati, município localizado no Vale do Ribeira, emitiu uma nota confirmando que a jovem foi atendida no Pronto Atendimento Municipal, mas não resistiu aos ferimentos.
Naiara revelou que Diana trabalhava na fazenda há cerca de dez meses e, dias antes do acidente, havia sido realocada para a colheita de açaí sem qualquer treinamento ou supervisão adequada.
“Ela foi colocada nessa função sem preparo, sem EPI e sem orientação sobre os perigos”, afirmou a tratorista.
Segundo Naiara, ela, Diana e outra colega estavam trabalhando juntas no momento do acidente. “Pela gravidade do que aconteceu, poderia ter atingido todas nós. Estávamos muito próximas da fiação”, disse. Ela ainda relatou que as funcionárias receberam instruções básicas sobre a colheita do açaí de um dos filhos do proprietário da fazenda, mas sem alertas sobre os riscos envolvidos.
“No primeiro dia, ele apenas mostrou como fazer, mas não deu nenhuma instrução de segurança. No segundo dia, designou o local e não acompanhou mais o serviço”, denunciou Naiara.
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A família afirma que não recebeu qualquer apoio da fazenda após a morte de Diana. “Parece que estão fugindo da responsabilidade”, desabafou Naiara. Ela contou que retornou ao local dias depois e constatou que as atividades continuam da mesma forma, sem medidas de segurança adicionais.
“A área não foi isolada, os funcionários continuam trabalhando com as mesmas ferramentas e sem proteção, como se nada tivesse acontecido”, finalizou.
Em nota, a Prefeitura de Cajati informou que a empresa responsável pela fazenda está regularizada perante o município, possuindo todas as licenças necessárias para operar.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou, em nota, que a Polícia Civil está investigando a morte da jovem de 22 anos, ocorrida na Estrada da Palmavalle, em Cajati, região do Vale do Ribeira.