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Filho de prefeito é agredido a socos por seguranças ao tentar retornar a pagode no Vale do Ribeira, interior de SP

Kelwin de Souza Costa, de 29 anos, alega que havia saído do evento em Registro (SP) para trocar de calçado, mas foi impedido de voltar. Empresa de segurança afirma que agiu em legítima defesa.

Por: Fagner Vieira Fonte: G1 Santos
21/05/2025 às 07h47 Atualizada em 27/05/2025 às 11h17
Filho de prefeito é agredido a socos por seguranças ao tentar retornar a pagode no Vale do Ribeira, interior de SP
Filho de prefeito é agredido a socos por seguranças ao tentar retornar a pagode no Vale do Ribeira, interior de SP / Foto: Fagner Vieira

Kelwin de Souza Costa, 29 anos, vendedor e filho do prefeito de Eldorado, cidade localizada no Vale do Ribeira, interior de São Paulo, foi agredido por seguranças durante um evento de pagode em Registro (SP). Vídeos que viralizaram nas redes sociais mostram o jovem sendo cercado e atingido por socos de um dos profissionais contratados para a segurança do local. 

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O incidente ocorreu no domingo (18), no bairro Jardim das Palmeiras, em Registro, município também situado no Vale do Ribeira. Kelwin, filho do prefeito Noel Castelo (Solidariedade), relatou que estava no evento com a irmã e saiu momentaneamente para trocar seu tênis por um chinelo no estacionamento. Ao tentar retornar, no entanto, foi barrado pela equipe de segurança. 

Em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo, o vendedor contou que tentou dialogar, mas um dos seguranças agiu com agressividade, puxando-o e afirmando que ele não poderia reingressar no local. 

Leia também: Homem com nove passagens policiais é preso ao cair de telhado durante nova tentativa de furto em Registro (SP) 

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Vendedor foi agredido por seguranças ao ser barrado em retorno para festa no interior de SP — Foto: Arquivo Pessoal e Reprodução
Vendedor foi agredido por seguranças ao ser barrado em retorno para festa no interior de SP — Foto: Arquivo Pessoal e Reprodução

 

"Eu não consegui nem me defender. Já chegaram outros me arrastando para fora, até que um segurou meu braço para trás e o outro me acertou com um soco", relatou Kelwin, que precisou levar quatro pontos na boca devido aos ferimentos. 

O filho do prefeito de Eldorado classificou a situação como "lamentável" e sem sentido, destacando que estava no evento apenas para se divertir. "Sou apaixonado por pagode e queria apenas curtir com amigos e família. Os seguranças deveriam proteger, não agir com covardia, como fizeram comigo. Fiquei indignado", afirmou. 

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Kelwin também mencionou que há outros relatos de excessos cometidos pela mesma empresa de segurança e espera que haja punição para evitar novos casos. "Quero que a Justiça seja feita", declarou. 

Posicionamento da empresa de segurança 

Em nota divulgada nas redes sociais, a Lions Segurança afirmou que havia recebido ordens para, a partir das 20h30, não permitir a reentrada de pessoas que deixassem o evento. A empresa declarou que sua equipe agiu conforme as determinações, mantendo "firmeza e respeito". 

Além disso, a empresa alegou que Kelwin estava visivelmente alcoolizado e tentou forçar a entrada, desrespeitando as orientações e partindo para a agressão contra um dos seguranças, que teria reagido em legítima defesa. 

"Nosso profissional agiu para conter a situação e preservar sua integridade física e a dos presentes. Todas as ações seguiram princípios legais e éticos", disse a empresa. 

SSP-SP confirma ocorrência e relata novo tumulto com a chegada do prefeito 

Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) emitiu uma nota confirmando o incidente. De acordo com o órgão, Kelwin sofreu uma lesão na boca após ser contido por três seguranças, com idades entre 27 e 32 anos. 

A situação se complicou quando o prefeito de Eldorado, Noel Castelo, chegou à delegacia de Registro. Segundo a SSP-SP, ele estava exaltado e gerou um novo tumulto, exigindo providências. A Polícia Militar foi acionada para dispersar a aglomeração. 

O caso foi registrado como lesão corporal na Delegacia de Registro, e as partes envolvidas foram orientadas sobre os prazos para representação criminal. 

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