
O comércio varejista da Baixada Santista e do Vale do Ribeira, uma das regiões mais importantes do estado de São Paulo, registrou um crescimento de aproximadamente 5% em fevereiro de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados pelo Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) da Baixada Santista e do Vale do Ribeira e refletem a tendência de expansão observada em todo o estado, onde o setor apresentou um crescimento médio de 8,9%, segundo a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em parceria com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).
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Entre os segmentos que apresentaram os melhores desempenhos no mês de fevereiro, destacam-se: vestuário, calçados e tecidos; autopeças; concessionárias de veículos; eletrodomésticos e eletrônicos; farmácias; materiais de construção; móveis e decoração; e supermercados. O crescimento nesses setores indica uma recuperação gradual da atividade comercial, mesmo diante de um cenário econômico desafiador, marcado por inflação elevada e taxas de juros ainda altas.
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No acumulado do primeiro bimestre de 2025, as vendas no varejo paulista alcançaram um crescimento de 9,4%, totalizando R$ 114,6 bilhões em faturamento real — R$ 9,3 bilhões a mais do que o registrado no mesmo período de 2024. Já nas cidades da Baixada Santista e do Vale do Ribeira, o crescimento se manteve em torno de 5%, demonstrando a resiliência do setor e uma recuperação consistente, mesmo em um ambiente econômico adverso.
Para Omar Abdul Assaf, presidente do Sincomércio da Baixada Santista e do Vale do Ribeira, o resultado positivo reflete, principalmente, o aquecimento do mercado de trabalho e a expansão da massa de renda disponível para os consumidores da região. “Apesar das adversidades econômicas, como a inflação e os juros altos, os consumidores da Baixada Santista e do Vale do Ribeira continuaram consumindo, o que favoreceu o desempenho do varejo, especialmente em setores essenciais e itens de utilidade doméstica”, afirmou Assaf.
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No entanto, o presidente do sindicato alerta para a necessidade de atenção redobrada no segundo semestre do ano. “A inflação acumulada próxima a 6% pode comprometer o poder de compra da população nos próximos meses. Além disso, a taxa Selic em patamar elevado ainda impõe limitações ao acesso ao crédito e à aquisição de bens de maior valor agregado”, destacou Assaf.