O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou um procedimento administrativo e solicitou ações imediatas dos órgãos ambientais em relação ao vazamento de óleo no Rio Ribeira de Iguape, um dos principais cursos d’água da Bacia Hidrográfica do Vale do Ribeira, que abrange municípios dos estados de São Paulo e Paraná. A situação gerou preocupação em diversas cidades da região, com risco de contaminação das águas e possível impacto no abastecimento público.
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As prefeituras das cidades afetadas emitiram alertas à população para que evite qualquer uso da água do Rio Ribeira de Iguape até que a situação seja totalmente controlada. A recomendação é que, caso sejam identificadas manchas de óleo ou alterações na coloração e odor da água, os moradores não se aproximem e acionem imediatamente a Defesa Civil ou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de suas respectivas cidades.
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De acordo com informações do secretário do Meio Ambiente de Adrianópolis (PR), Michel Coutinho Hamon Mello, o vazamento teve origem nas instalações da antiga empresa Plumbum do Brasil Ltda, localizada no município paranaense. A substância oleosa, ainda não totalmente identificada, atingiu o Rio Ribeira de Iguape e representa risco de contaminação para cidades como Itaoca (SP), Iporanga (SP), Eldorado (SP) e Adrianópolis (PR), todas localizadas na região do Vale do Ribeira.
Diante da gravidade do caso, a Promotoria Regional do Meio Ambiente do Vale do Ribeira, sob a responsabilidade do promotor de Justiça Paulo Campos, instaurou um procedimento para apurar as causas e responsabilidades pelo vazamento. O MP-SP solicitou à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) que adote todas as medidas necessárias para conter o avanço da contaminação. Além disso, encaminhou ofícios à Agência Reguladora de Águas (SP Águas) e à Sabesp questionando sobre possíveis impactos no abastecimento de água na região.
Em nota oficial, a Sabesp informou que os monitoramentos realizados nas estações de tratamento de água de Iporanga, Eldorado, Sete Barras, Registro, Ilha Comprida e Iguape não detectaram alterações nos parâmetros de qualidade. A companhia garantiu que a água distribuída à população está dentro dos limites permitidos pela legislação e que não há comprometimento no fornecimento de água potável nas cidades do Vale do Ribeira.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) confirmou que está investigando o vazamento da substância oleosa que partiu da antiga unidade da Plumbum em Adrianópolis (PR) e atingiu o Rio Ribeira de Iguape. O órgão federal destacou que o acidente ainda não foi comunicado ao Sistema Nacional de Emergências Ambientais (Siema), conforme exige a legislação, e reforçou a importância do apoio da população. Moradores que identificarem alterações na água podem relatar o ocorrido ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape pelos telefones (13) 2130-4074 ou pelo e-mail comiterb@gmail.com.