
Lourane da Silva Muniz, de 30 anos, relatou ter sido vítima de ofensas homofóbicas, incluindo ser chamada de "sapatão do c*ralho", enquanto exercia sua função como orientadora de estacionamento em Registro SP. O episódio ocorreu após um caminhoneiro e seu ajudante perceberem que ela estava anotando a placa do veículo, que estava estacionado em local proibido na Avenida Jonas Banks Leite, no Centro da cidade. O caso foi registrado como injúria e ameaça no 1° DP de Registro (SP) e está sob investigação.
Leia também: Justiça determina fim de mineração irregular e reparação ambiental no Vale do Ribeira
Imagens gravadas por uma testemunha mostram o momento em que a discussão se intensificou. Lourane, que trabalha para a empresa responsável pelo estacionamento rotativo em Registro SP, explicou que estava apenas cumprindo seu dever ao anotar a placa do caminhão para controlar o tempo de tolerância. "É de costume, da minha rotina", afirmou.
No entanto, a situação escalou quando o motorista questionou se ela estava registrando a placa do veículo. "Nessa, ele já começou a me ofender, me chamando de arrombada, de lixo", contou a vítima. Ela tentou explicar que não se tratava de uma notificação, mas o caminhoneiro continuou com as agressões verbais.
Leia também: Polícia Civil prende no litoral de SP homem suspeito de estuprar mulher no feriado de carnaval no Vale do Ribeira
De acordo com Lourane, o ajudante do motorista também passou a gritar com ela, aumentando a tensão. Com medo de ser agredida fisicamente, ela colocou a mão no peito do homem para mantê-lo à distância. "Ele falou: ‘Quer dar uma de macho? Sua sapatão do c*ralho’. Teve um momento que disse que tinha nojo, que não gostava desses tipos de animais", relatou.
Um pedestre precisou intervir para acalmar os ânimos, já que o caminhoneiro estava extremamente agressivo. "O motorista ficou me chamando de nóia e marginal, não sei se é pelo meu jeito de vestir, não sei o que veio na cabeça dele", relembrou Lourane.
Leia também: Idoso é investigado por importunação sexual de menor em praça pública de Jacupiranga, no Vale do Ribeira
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o ocorrido na quarta-feira (16) foi registrado como injúria e ameaça no 1° DP de Registro (SP).
Lourane expressou revolta com a repercussão do caso, que gerou comentários negativos sobre sua conduta profissional. "O povo acha que pelo fato de eu ser funcionária da Zona Azul, sou uma pessoa mal-criada, e é totalmente ao contrário", desabafou. Ela afirmou que sempre priorizou o respeito no trabalho e que apenas reagiu após ser verbalmente agredida. "Vou falar no mesmo tom que você falar comigo. As pessoas não entendem que eles vieram para o meu lado com agressão verbal, então eu tentei me defender", concluiu.
O caso segue em investigação em Registro SP, e as autoridades buscam identificar e localizar os responsáveis pelas ofensas e ameaças.