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Mulher afirma ter sofrido injúria homofóbica ao anotar placa de caminhão em Registro SP; caso foi registrado no 1° DP

Lourane da Silva Muniz, de 30 anos, alega que insultos começaram após um caminhoneiro e o ajudante dele perceberem que ela anotava a placa do veículo estacionado em local proibido.

Por: Fagner Vieira Fonte: G1 Santos
22/04/2025 às 09h27 Atualizada em 24/04/2025 às 17h12
Mulher afirma ter sofrido injúria homofóbica ao anotar placa de caminhão em Registro SP; caso foi registrado no 1° DP
Mulher afirma ter sofrido injúria homofóbica ao anotar placa de caminhão em Registro SP; caso foi registrado no 1° DP / Foto: Reprodução

Lourane da Silva Muniz, de 30 anos, relatou ter sido vítima de ofensas homofóbicas, incluindo ser chamada de "sapatão do c*ralho", enquanto exercia sua função como orientadora de estacionamento em Registro SP. O episódio ocorreu após um caminhoneiro e seu ajudante perceberem que ela estava anotando a placa do veículo, que estava estacionado em local proibido na Avenida Jonas Banks Leite, no Centro da cidade. O caso foi registrado como injúria e ameaça no 1° DP de Registro (SP) e está sob investigação. 

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Confusão foi registrada em vídeo; vítima relata medo de agressão física 

Imagens gravadas por uma testemunha mostram o momento em que a discussão se intensificou. Lourane, que trabalha para a empresa responsável pelo estacionamento rotativo em Registro SP, explicou que estava apenas cumprindo seu dever ao anotar a placa do caminhão para controlar o tempo de tolerância. "É de costume, da minha rotina", afirmou. 

No entanto, a situação escalou quando o motorista questionou se ela estava registrando a placa do veículo. "Nessa, ele já começou a me ofender, me chamando de arrombada, de lixo", contou a vítima. Ela tentou explicar que não se tratava de uma notificação, mas o caminhoneiro continuou com as agressões verbais. 

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Ajudante do caminhoneiro também teria participado das ofensas 

De acordo com Lourane, o ajudante do motorista também passou a gritar com ela, aumentando a tensão. Com medo de ser agredida fisicamente, ela colocou a mão no peito do homem para mantê-lo à distância. "Ele falou: ‘Quer dar uma de macho? Sua sapatão do c*ralho’. Teve um momento que disse que tinha nojo, que não gostava desses tipos de animais", relatou. 

Um pedestre precisou intervir para acalmar os ânimos, já que o caminhoneiro estava extremamente agressivo. "O motorista ficou me chamando de nóia e marginal, não sei se é pelo meu jeito de vestir, não sei o que veio na cabeça dele", relembrou Lourane. 

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Caso foi registrado no 1° DP de Registro SP

Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o ocorrido na quarta-feira (16) foi registrado como injúria e ameaça no 1° DP de Registro (SP).  

Lourane expressou revolta com a repercussão do caso, que gerou comentários negativos sobre sua conduta profissional. "O povo acha que pelo fato de eu ser funcionária da Zona Azul, sou uma pessoa mal-criada, e é totalmente ao contrário", desabafou. Ela afirmou que sempre priorizou o respeito no trabalho e que apenas reagiu após ser verbalmente agredida. "Vou falar no mesmo tom que você falar comigo. As pessoas não entendem que eles vieram para o meu lado com agressão verbal, então eu tentei me defender", concluiu. 

O caso segue em investigação em Registro SP, e as autoridades buscam identificar e localizar os responsáveis pelas ofensas e ameaças. 

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