Um adolescente de 13 anos foi apreendido pela Polícia Civil de Cajati (SP) após divulgar nas redes sociais um "kit de drogas" que seria comercializado no município. O menor, que já era investigado por tráfico de entorpecentes, confessou aos policiais que lucrava cerca de R$ 300 por dia com a venda ilegal. A detenção ocorreu minutos depois que ele publicou anúncios oferecendo drogas em Cajati (SP), cidade localizada no Vale do Ribeira, no interior paulista.
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A Delegacia de Cajati (SP) recebeu denúncias sobre um jovem que estaria vendendo drogas no bairro Santa Rita, zona rural da cidade. Os agentes identificaram o suspeito e passaram a monitorar suas redes sociais, onde ele divulgava os entorpecentes disponíveis para venda.
De acordo com o delegado Paulo Schiontek, titular da Delegacia de Cajati (SP), o adolescente mora na zona rural do município, mas nos últimos dias passou a oferecer drogas para seguidores na área urbana. Na terça-feira (24), ele fez uma publicação em um local próximo à Rua Leonardo Dante, no centro de Cajati (SP). Uma equipe policial em viatura descaracterizada conseguiu abordá-lo minutos após a postagem, encontrando-o ainda em posse das drogas.
Durante a ação, foram apreendidas 10 buchas de cocaína (pequenas porções da substância) e um aparelho celular. O adolescente foi conduzido à delegacia e, após interrogatório, foi encaminhado à Fundação Casa de Peruíbe, onde permanece internado. Ele responderá por ato infracional análogo ao crime de tráfico de drogas.
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Em depoimento à Polícia Civil de Cajati (SP), o adolescente admitiu que lucrava aproximadamente R$ 300 por dia com o tráfico. As investigações apontam que ele já era alvo de denúncias por atuar também no bairro Capelinha, zona rural de Cajati (SP).
O delegado Schiontek destacou que o menor estava temporariamente abrigado na casa de um amigo no bairro Santa Rita, após ter recebido uma suspensão disciplinar na escola. No entanto, o outro adolescente que o hospedava não teria envolvimento com o tráfico de drogas.
A Polícia Civil de Cajati (SP) informou que solicitará uma autorização judicial para realizar perícia no celular apreendido. A expectativa é que a análise do aparelho ajude a identificar outros crimes e possíveis envolvidos no esquema de tráfico na região.
"Pode ser que na perícia a gente consiga desvendar outros crimes e outras pessoas relacionadas. Então, a investigação ainda segue nesse sentido", afirmou o delegado Paulo Schiontek, reforçando que as apurações continuam em andamento.