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Polo de produção de palmito pupunha no país, Vale do Ribeira incentiva produtor do Sul de Minas

Investimento no palmito pupunha é alternativa de renda na região; clima diferente é desafio 

Por: Fagner Vieira
23/02/2023 às 11h47 Atualizada em 16/01/2025 às 10h18
Polo de produção de palmito pupunha no país, Vale do Ribeira incentiva produtor do Sul de Minas

Um produtor rural do Sul de Minas deu início a uma atividade que pode ser uma boa alternativa para os agricultores da região que procuram diversificar a produção nas propriedades: o cultivo de palmito pupunha, uma planta nativa da região amazônica.  

 

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Geraldo Edilson de Paiva trabalha como gerente em indústria multinacional, mas tem um sítio no município de Espírito Santo do Dourado, onde planta café.  

 

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A iniciativa de investir numa lavoura de palmito surgiu por sugestão de um amigo do Vale do Ribeira, na divisa de São Paulo com o Paraná, e que é um polo de produção de palmito pupunha no país.  

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O plantio no sítio foi feito no início de 2020, em uma área de 1,5 hectare, com orientações da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). As mudas vieram do Vale do Ribeira. “Minha ideia é difundir a cultura aqui na região.  

 

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O grande desafio foi ver como ela se desenvolveria no Sul de Minas, onde as chuvas são em períodos mais concentrados do que no Vale do Ribeira. Queria fazer um teste sobre como a cultura se comportaria em meses mais secos do ano”, explica Geraldo Edílson.  

 

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O produtor conta que, apesar de ter um sistema de irrigação por gotejamento na lavoura, ele passou o ano de 2022 sem irrigar o plantio para fazer um teste. “Pode ser que muita gente na região não tenha condição de fazer a irrigação. Eu precisava testar. E dá para plantar o palmito aqui na região, mesmo sem irrigação. Obviamente, ele vai atrasar um pouco, mas é possível fazer”, afirma Geraldo Edilson, que conta com a ajuda de apenas um funcionário para cuidar da lavoura de pupunha.  

 

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O engenheiro agrônomo da Emater-MG Cláudio Muassab Lima explica que os tratos culturais deste palmito são simples, já que é uma planta rústica. “É preciso fazer sempre a roçada entre as linhas de plantio e uma boa adubação de cobertura”, diz. Ele lembra que, além de resistir aos períodos mais secos do ano, a lavoura também se recuperou após ser atingida pela geada em 2021. “As plantas foram prejudicadas, mas se recuperaram bem”, lembra. O palmito pupunha pode ser uma boa opção como plantio consorciado com bananeiras, principalmente para quem não tem muita área disponível. “A produção de banana prata no município representa uma importante atividade para a agricultura familiar. Porém, os produtores enfrentam dificuldades com a doença do mal-do-Panamá, comum nos bananais.  

 

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O produtor poderia aproveitar as áreas mais ensolaradas do bananal para a inclusão do palmito e ter outra fonte de renda”, comenta o técnico da Emater-MG. Ele informa ainda que, no primeiro ano, a pupunha também pode ser consorciada com cultivos de ciclo curto, como o feijão ou olerícolas. Nesta fase, a planta ainda não causa sombreamento na cultura com a qual será consorciada. 

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