
O mercado imobiliário do Vale do Ribeira registrou uma queda de 52,09% nas vendas de imóveis usados em janeiro de 2025, em comparação com dezembro de 2024. Os dados foram divulgados pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECISP), que analisou o desempenho de 29 imobiliárias em 14 cidades da região, incluindo Registro, Cananeia, Iguape e Itapeva.
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Segundo o presidente do CRECISP, José Augusto Viana Neto, a redução nas vendas é comum para o período, influenciada pelas férias e pelas despesas de início de ano, como o pagamento de impostos. "Janeiro é um mês de menor movimentação no mercado de vendas, mas o aumento nos aluguéis mostra que as pessoas continuam buscando opções de moradia", explicou.
Todas as vendas de imóveis no período foram de casas, com nenhum apartamento comercializado. As propriedades vendidas estavam localizadas em áreas centrais e foram negociadas à vista, com preços variando entre R$ 100 mil e R$ 100 mil e R$ 200 mil. A maioria das casas tinha até três dormitórios e área útil entre 50 e 100 m².
Enquanto as vendas caíram, o volume de novos contratos de aluguel aumentou 60% em janeiro. Metade dos contratos foi para casas e a outra metade para apartamentos. As casas alugadas tinham, em sua maioria, três dormitórios e área útil entre 100 e 200 m², enquanto os apartamentos alugados variavam entre dois e três dormitórios, com área útil de 50 a 200 m².
A modalidade de garantia mais utilizada foi o depósito caução, e 66,7% dos inquilinos optaram por imóveis com aluguéis mais baratos.
O estudo do CRECISP reforça a tendência de que o início do ano é marcado por uma desaceleração nas vendas de imóveis, enquanto o mercado de locações ganha força, especialmente em regiões centrais e periféricas. A preferência por imóveis menores e mais acessíveis reflete a busca por economia em um período de despesas elevadas.
Com o cenário atual, corretores e imobiliárias da região devem se preparar para um primeiro trimestre com foco no mercado de aluguéis, enquanto aguardam uma retomada nas vendas nos próximos meses. A expectativa é que, com o avanço do ano e a regularização das finanças pessoais, o mercado de vendas volte a crescer.